Taboão Magnus recebe reforço nordestino e fortalece a equipe para a temporada 2026
Três atletas nordestinas chegam ao Esporte Clube Taboão Magnus trazendo garra, identidade e história ao elenco do melhor time de futsal feminino do mundo
As atletas Cássia Ellen, Alana Alencar e Meiriane Domingos chegam ao Taboão Magnus para a temporada 2026
O vestiário do Esporte Clube Taboão Magnus ganhou um novo aroma para 2026. Entre treinos intensos, metas ousadas e a busca por mais títulos, três atletas nordestinas transportam na bagagem muito mais do que talento: trazem história, sotaque e até cuscuz para dar ainda mais sabor à temporada.
Cássia Ellen, 22 anos, natural de São Brás, em Alagoas; Alana Alencar, 27, de Iguatu, no Ceará; e Meiriane Domingos, 32, também cearense, chegam com brilho nos olhos e um sonho realizado: vestir a camisa do melhor time de futsal feminino do mundo.
“É um desafio grande chegar num clube como o Taboão. A expectativa é fazer uma grande temporada, manter o Taboão como ele é e conquistar coisas importantes para o clube e para minha carreira”, afirmou Cássia Ellen.
Para Alana, o momento é a concretização de um objetivo antigo. “Estar aqui é um sonho de pequena. A expectativa é sempre a melhor possível, continuar ajudando o Taboão e seguir fazendo história.”
Já Meiriane Domingos, que vai para a quarta temporada com a equipe, relembra o caminho de conquistas. “Desde 2023 a gente vem realizando sonhos. Libertadores, Liga Nacional, Copa do Brasil. Conseguimos manter uma sequência muito boa no cenário nacional e internacional, mostrando a grandeza do Taboão para o mundo todo.”
Reencontros e novos capítulos
O futsal também promove reencontros. Parte do trio já se conhecia de competições no Ceará e da tradicional equipe Sumov, referência no futsal brasileiro. Depois de trajetórias distintas, inclusive com passagem pelo Paraná, o destino reuniu novamente as atletas em Taboão da Serra.
Além das quadras, a cultura nordestina já conquistou o elenco. “Eu como cuscuz toda hora se tiver”, brincou uma das atletas. Em competições pelo país, elas já prepararam o tradicional prato para dividir com o grupo. “A gente fez um cuscuzão numa Taça Brasil e todo mundo amou.”
Entre risadas e brincadeiras com o sotaque, “elas tiram sarro o tempo todo e dizem que a gente fala no modo acelerado 2.0”. É nessa troca leve e divertida que está uma das maiores riquezas do esporte: o intercâmbio cultural.
Saudade que vira combustível
A distância da família é o ponto mais sensível. Pais, avós, irmãos e sobrinhos permanecem no Nordeste. “Dá aquele aperto no coração, mas é o nosso trabalho, é o nosso sonho”, resumem. O contato diário ajuda a minimizar a saudade e fortalece o propósito.
Liderança e expectativa
À frente do projeto, a técnica Cris Souza, três vezes consecutivas eleita a melhor treinadora do mundo, celebra a chegada do grupo.
“Essas atletas trazem identidade, coragem e uma cultura muito forte de superação. O sotaque é diferente, mas a linguagem dentro de quadra é a mesma: competitividade, disciplina e vontade de vencer. Elas chegam para somar ao nosso projeto e manter o Taboão no topo.”
Com talento, raízes firmes e o tempero nordestino que já conquistou o elenco, o Taboão Magnus inicia 2026 mostrando que, no melhor time do mundo, cabe todo o Brasil, do cuscuz da manhã ao título no fim da temporada.