Taboão da Serra está no roteiro de investimentos para ampliar o abastecimento de água na Grande SP
Governo de São Paulo anuncia pacote de 28 obras estruturais para reforçar a segurança hídrica e combater o desperdício em regiões vulneráveis
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O Governo de São Paulo deu início a um amplo pacote de obras estruturais para fortalecer o fornecimento de água na Região Metropolitana, priorizando o atendimento em áreas que historicamente enfrentam dificuldades de pressão na rede. Entre as cidades beneficiadas com essas melhorias estão Taboão da Serra, Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu, que fazem parte de um cronograma que inclui a ampliação de estações de tratamento e a instalação de novas bombas e tubulações.
Ao todo, 28 intervenções foram planejadas, sendo que 10 já foram finalizadas com um aporte de 112,7 milhões de reais. O foco principal são os bairros periféricos e terrenos elevados, onde a água chega com menor intensidade, como Cangaíba, Capão Redondo, Ermelino Matarazzo, Guaianazes, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Ângela, Jardim São Luís, Parque Bologne, Parque do Carmo, Parque Edu Chaves e Parque Savoy, além de municípios como Arujá, Carapicuíba, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Osasco, Ribeirão Pires, Salesópolis, Santo André, Suzano e Taboão da Serra.
Para garantir que o serviço seja contínuo, a gestão da rede foi otimizada para manter o fluxo mesmo em períodos de redução de pressão noturna, utilizando reforço no bombeamento e, se necessário, o suporte de caminhões-pipa.
Além das obras físicas, a Sabesp intensificou o combate ao desperdício. Entre outubro de 2025 e março de 2026, a manutenção preventiva e a inspeção de mais de 17 mil quilômetros de tubulações permitiram economizar 31 bilhões de litros de água. Esse volume, que antes era perdido em vazamentos, representa um ganho de mil litros por segundo para o sistema de abastecimento.
A estratégia de gestão da pressão noturna também apresentou resultados significativos, poupando 151 bilhões de litros desde agosto do ano passado. Essa quantidade seria suficiente para abastecer toda a Grande São Paulo por um mês. O plano de investimentos não para por aqui: após a desestatização, a previsão é que 5 bilhões de reais sejam aplicados até 2027 em projetos de resiliência hídrica, beneficiando cerca de 22 milhões de moradores.
Uma dessas obras foi entregue em 2025: a nova captação do Itapanhaú, que elevou em 17% o volume de “água nova” para o Sistema Alto Tietê. Outras grandes obras em andamento são a transposição Billings–Taiaçupeba e a modernização das estações de tratamento de água Baixo Cotia, Rio Grande e Alto da Boa Vista, além da implantação de 25 novos reservatórios pulmão, que irão ampliar ainda mais a capacidade de armazenamento e a segurança hídrica da Região Metropolitana.