Oscar Schmidt marcou abertura das Olimpíadas Estudantis de Taboão da Serra em 1998
O astro do basquete Oscar Schmidt arremessa algumas bolas para alegria dos fãs de Taboão da Serra
Com informações do Jornal O Cidadão e da Agência Brasil
A morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, aos 68 anos, reacendeu lembranças marcantes de sua trajetória, incluindo uma passagem por Taboão da Serra, onde participou da abertura das Olimpíadas Estudantis em 1998.
Na ocasião, o atleta foi convidado como padrinho da 12ª edição da Olimpíada Estudantil Professor José Roberto Pacheco, realizada no Ginásio Municipal de Esportes. Durante a cerimônia, Oscar leu o juramento do atleta e foi uma das grandes atrações do evento.
Muito aplaudido, ele recebeu das mãos do então prefeito Fernando Fernandes uma camisa da equipe de basquete do município como forma de homenagem. Ao final da solenidade, o jogador ainda fez uma apresentação improvisada, com arremessos que encantaram o público presente.
Centenas de estudantes se aproximaram para tentar um autógrafo do ídolo. Na época, o contato com grandes atletas era restrito, o que tornava o momento ainda mais especial para os jovens.
A abertura também contou com o acendimento da pira olímpica pela maratonista taboanense Maria Auxiliadora. A competição, que por muitos anos mobilizou escolas da rede pública, reuniu naquele ano 20 unidades estaduais e duas municipais, em meio ao processo de municipalização do ensino na cidade.
As disputas ocorreram em diversas modalidades, como atletismo, basquete, futebol de salão, handebol, queimada, vôlei e xadrez, com jogos realizados no Ginásio Municipal e no Centro de Convivência do Pq. Pinheiros (CSU).
Legado no esporte
Reconhecido como um dos maiores nomes do basquete mundial, Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por recordes e participações históricas. Nascido em Natal (RN), em 1958, iniciou a trajetória esportiva ainda jovem e se destacou internacionalmente.
Pela seleção brasileira, disputou cinco Olimpíadas — Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996) — sempre figurando entre os principais pontuadores.
Ao longo da carreira, acumulou títulos e quebrou recordes, tornando-se o maior cestinha da história do basquete, com mais de 49 mil pontos, superando nomes consagrados do esporte mundial.
O ex-jogador também atuou por clubes no Brasil e no exterior, com destaque para passagens pela Itália e equipes como Palmeiras, Corinthians e Flamengo.
Após se aposentar, passou a atuar como palestrante, compartilhando experiências de vida e carreira.
“Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas, por outro lado, calmamente”, disse em entrevista à TV Brasil.
“Eu adoro fazer palestra. Eu vejo os olhos das pessoas olhando para mim, batendo palma, e estou contando a minha história para elas. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”, afirmou.
Morte
Oscar Schmidt enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos. Segundo informações oficiais, ele passou mal em sua residência, em Santana de Parnaíba (SP), e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, já em parada cardiorrespiratória.
Em nota, a assessoria destacou o legado deixado pelo atleta. “Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.”
A despedida será realizada de forma reservada, conforme desejo da família.