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24 de março de 2026

Conheça os detalhes da obra que vai levar o Metrô a Taboão da Serra

Rico Rodrigues

A extensão da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo até Taboão da Serra entrou, nesta semana, em uma nova fase com o início das escavações. A obra marca um momento histórico: será a primeira vez que o sistema metroviário ultrapassará os limites da capital paulista.

Após etapas de planejamento, contratação e preparação técnica, o projeto avança com a abertura das estruturas subterrâneas. Ao todo, serão 3,3 quilômetros de novos túneis e duas estações — Chácara do Jockey e Taboão da Serra — com investimento superior a R$ 4 bilhões.

A intervenção começa com a implantação de canteiros, demolições, abertura de acessos técnicos e preparação dos terrenos onde serão construídas as estruturas operacionais. Sete frentes de trabalho estão previstas ao longo do traçado, sendo uma delas já em operação em Taboão da Serra.

A chegada do metrô à cidade é considerada estratégica diante da alta densidade populacional do município, que possui cerca de 274 mil habitantes e é apontado como o mais denso do país, segundo o Censo 2022 do IBGE.

Para o CEO da plataforma de trilhos da Motiva, André Salcedo, o projeto representa um avanço importante na mobilidade da região. “Levar a Linha 4-Amarela até Taboão da Serra significa estruturar um novo eixo de mobilidade para a Região Metropolitana. É um projeto que encurta distâncias, amplia o acesso ao transporte de qualidade e melhora a qualidade de vida de quem depende do sistema todos os dias”, afirmou.

Segundo ele, os impactos também serão sentidos no trânsito e no meio ambiente. “A obra prevê retirar 33 mil veículos das ruas diariamente e reduzir em cerca de 30 minutos o deslocamento entre Taboão da Serra e São Paulo, trazendo ganhos ambientais e de qualidade de vida para a população”, destacou.

Divulgação

A expectativa é que cerca de 50 mil novos passageiros passem a utilizar o sistema diariamente após a conclusão da obra, prevista para ocorrer entre 2030 e 2031.

Obra complexa e tecnologia de escavação

Diferente de outros projetos metroviários, a escavação da extensão não utilizará a tuneladora, conhecida como “tatuzão”. O método adotado será o NATM (Novo Método Austríaco de Tunelamento), que consiste na escavação sequencial com reforço imediato das paredes e monitoramento constante do solo.

A técnica é considerada mais adequada para o tipo de solo e para as condições urbanas do trecho, garantindo maior segurança para as construções no entorno.

O diretor da extensão da Linha 4-Amarela, Ricardo Benício, ressaltou o nível de complexidade da obra. “Estamos tratando de uma intervenção subterrânea de alta complexidade, que exige planejamento detalhado, matriz de risco bem definida e acompanhamento técnico permanente. A adoção do modelo FIDIC e do método NATM reforça nosso compromisso com segurança, governança e previsibilidade”, explicou.

Estrutura e impacto da expansão

A obra é administrada pela plataforma de trilhos da Motiva e executada pelo Consórcio Expresso Linha 4, formado pelas construtoras EGTC e Teixeira Duarte.

O projeto prevê a implantação de 13,2 quilômetros de trilhos, o uso de cerca de 150 mil metros cúbicos de concreto e o desenvolvimento de mais de 3 mil projetos executivos.

Atualmente, aproximadamente 300 profissionais estão envolvidos nas atividades. No pico da obra, esse número deve chegar a cerca de 4 mil trabalhadores atuando simultaneamente.

Além dos túneis e estações, a expansão inclui a construção de uma subestação de energia, implantação de sistemas operacionais e a aquisição de seis novos trens.

Como serão as novas estações

A estação Chácara do Jockey será construída na região da Vila Sônia, com acessos pelo parque de mesmo nome e pela Avenida Professor Francisco Morato. A estrutura contará com plataformas laterais de 132 metros, dois elevadores e quatro escadas rolantes, com profundidade média de 20 metros.

Já a estação Taboão da Serra será implantada às margens da rodovia Régis Bittencourt, com dois acessos, plataformas de 132 metros, dois elevadores e seis escadas rolantes. A profundidade poderá chegar a 25 metros.

O projeto também prevê sistemas modernos de drenagem, preparados para enfrentar eventos climáticos extremos, além de soluções voltadas à acessibilidade e à segurança dos usuários.

As novas estações foram projetadas com foco em resiliência climática e sustentabilidade. Entre os recursos previstos estão sistemas de drenagem contra enchentes, uso de materiais duráveis, isolamento térmico para reduzir a absorção de calor, iluminação em LED e preparação para instalação de painéis solares.

Também haverá captação e reúso de água da chuva, ventilação aprimorada e sensores inteligentes para monitorar temperatura, umidade e fluxo de ar. Essas iniciativas se somam a um diferencial já presente na operação de trilhos da Motiva: o consumo de 100% de energia proveniente de fontes renováveis.

Outro diferencial é a ênfase em acessibilidade e inclusão. As estações contarão com rampas, elevadores, escadas rolantes, sinalização tátil e visual, mapas acessíveis, banheiros adaptados e treinamento da equipe para atendimento a pessoas com deficiência.

Divulgação

A Estação Chácara do Jockey contará com dois acessos (pelo parque e pela Av. Prof. Francisco Morato), plataformas laterais de 132 metros, dois elevadores, quatro escadas rolantes, sanitários acessíveis e sala de pronto atendimento. A profundidade média será de cerca de 20 metros em relação ao nível da rua.

Além disso, o projeto prevê mínima intervenção no Parque Chácara do Jockey. 360 m² da área verde serão afetados, com compensação ambiental realizada no próprio local.

Planejamento e etapas já concluídas

Antes do início das escavações, a obra passou por uma série de etapas técnicas, incluindo estudos de viabilidade, relatório ambiental, projetos básicos e sondagens geológicas ao longo de todo o traçado.

Esses levantamentos foram fundamentais para definir o método construtivo e garantir a segurança da execução. Ao longo da obra, novos estudos complementares continuarão sendo realizados, acompanhando cada fase do projeto.

Com a ampliação da Linha 4-Amarela, Taboão da Serra passa a integrar de forma direta a rede metroviária de alta capacidade, em um projeto que promete transformar a mobilidade urbana e reduzir significativamente o tempo de deslocamento da população da região.

Impacto metropolitano e operacional

A extensão ocorre em um dos principais eixos de deslocamento diário entre a Região Metropolitana e a capital, por onde milhares de moradores passam todos os dias para trabalhar, estudar, entre outras atividades.

A conexão direta ao sistema metroviário tende a reduzir a dependência do transporte individual e aliviar a pressão sobre corredores viários estratégicos da zona oeste. A estimativa é que aproximadamente 50 mil novos passageiros passem a utilizar o sistema diariamente. O tempo de deslocamento entre Taboão da Serra e a região central da capital deverá ser de cerca de 30 minutos.

Para absorver o aumento da demanda, a frota da Linha 4-Amarela será ampliada com seis novos trens, pela fabricante chinesa CRRC. A ampliação será acompanhada por ajustes operacionais que permitirão manter os intervalos praticados na linha, mesmo com o crescimento do fluxo de passageiros.

A extensão também reforça a integração com as demais conexões da rede metroferroviária, ampliando o alcance do sistema integrado de transporte e contribuindo para uma distribuição mais equilibrada dos fluxos metropolitanos.

Yuri Villaça | Gazeta de S.P

Durante a fase de implantação, a estimativa é de geração de cerca de 4 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, com priorização de mão de obra local. No entorno da futura estação, a expectativa é de estímulo ao desenvolvimento urbano e imobiliário.

Após o início da operação, a projeção é de que mais de 33 mil veículos deixem de circular diariamente na região, com potencial redução aproximada de 21 toneladas de CO₂ por dia, considerando a migração modal para transporte de alta capacidade.

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