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29.01.2010
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Alagamentos atormentam a vida de motoristas que utilizam a Régis Bittencourt

 

Bruno Anderson, do jornal Gazeta SP
A forte chuva que vem caindo na região sudoeste, desde dezembro passado, está atormentando a vida dos motoristas que utilizam a Rodovia Régis Bittencourt no trecho entre os municípios de Taboão da Serra e Juquitiba. Segundo levantamento realizado pela reportagem da Gazeta SP, só em janeiro a Régis apresentou mais de dez pontos de alagamento por conta dos temporais, provocando cerca de 100 km de congestionamento.

Apesar das melhorias na estrada com obras de infraestrutura viária, problemas como a falta de galerias de águas pluviais mostrou que a rodovia enfrenta problemas crônicos para escoar a água da chuva. A reportagem percorreu o local na última semana, e encontrou um cenário desolador e total falta de estrutura. Na segunda-feira, 25, 30 minutos de chuva foram suficientes para deixar a rodovia com pontos de alagamento, formando um congestionamento de mais de 30 km.

Foto: Thiago Neme / Gazeta SP

Régis BIttencourt parada por causa de alagamento na altura de Itapecerica

A situação mais complicada foi no km 284, entre Itapecerica da Serra e Embu. Um pequeno lago se formou na pista sentido São Paulo e deixou o trecho parado por mais de seis horas. Até os caminhões foram impedidos de atravessar. Entre sexta-feira, dia 22, e domingo, dia 24, foi a vez do trecho em Taboão da Serra, entre a empresa Serrafrio e o Centro Empresarial Vida Nova, ficar parado. Em São Lourenço da Serra, próximo à praça de pedágio, a forte chuva que caiu no início do mês também parou a Régis por cerca de cinco horas.  

O relato do motorista gaúcho, Francisco Aschner, denuncia a situação na rodovia. “Eu passo aqui de três a quatro vezes na semana, há mais de sete anos. Os pontos de alagamento são sempre os mesmos. Ninguém faz nada para mudar. Enquanto isso, somos prejudicados com congestionamentos que só aumentam”, desabafou o caminhoneiro. Recentemente, o controle da estrada foi passado para o consórcio OHL, empresa que explora a Régis. Antes, o pouco da manutenção realizada nos trechos era feito pelos municípios.

A responsabilidade para realização de obras de prevenção de enchentes é da OHL. Às prefeituras cabem apenas as obras fora da jurisdição do consórcio. Dos municípios da região, apenas Taboão já manifestou interesse em administrar o trecho que corta o município, transformando a Régis numa grande avenida. O processo ainda está em análise no Ministério dos Transportes. A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da OHL, porém até o fechamento desta edição não teve resposta.
 
Comentários dos Visitantes
1
Quando a estrada virar avenida os alagamentos no trecho de taboão da serra certamente acabarão, afinal se tem uma cidade que sabe resolver problemas de enchente e alagamento é, sem dúvida, taboão da serra. piada a intenção de se administrar algo tão grande se não conseguem sequer resolver os problemas locais. enfim...
Alberto Domingues
Pq. Pinheiros
 
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