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24.03.2008
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Pedágios da discórdia

As questões relacionadas ao trânsito são discutidas à décadas. Lembro-me quando o então governador Orestes Quércia, pautou a discussão sobre a construção de um Anel-Viário na região metropolitana de São Paulo. Depois de muitos debates, surge a idéia da construção do Rodoanel Metropolitano.
 
Na idealização desta via, pautava-se que seria uma via que ajudaria a desafogar o trânsito nas cidades e ajudar no escoamento da produção do Estado e da Nação, pois a quantidade de caminhões que circulavam pelas marginais Pinheiros e Tiête eram o grande transtorno para o trânsito.
 
Quando o então governador Mario Covas, inaugurou as marginais da rodovia Castelo Branco, em 25 de Janeiro de 2001, em seu discurso dizia que o Rodoanel não poderia ser pedagiado, pois os caminhões não poderiam voltar a circular pelas marginais.
 
Nas sucessivas campanhas eleitorais, os candidatos quando debatiam os pedágios, não citavam o Rodoanel. Já o governador Serra, em um de seus primeiros atos, foi determinar a licitação do pedagimento desta via, fato que surgiu o Movimento Rodoanel Livre.
 
Após muitos debates com técnicos, políticos, associações comerciais e empresariais da região, chegou-se à conclusão de que este pedagiamento seria prejudicial, pois o trânsito circulante pelo Rodoanel, poderá vir a circular pelas vias internas das cidades, prejudicando a mobilidade urbana e a qualidade de vida.
 
Há por parte dos gestores públicos municipais, a preocupação com o plano diretor da cidade. Muitas cidades que estão no entorno do Rodoanel, já fizeram e estão aplicando este plano. Na elaboração, não constava esse pedagiamento, portanto, as cidades terão que refazer seus planos diretores, gerando mais custos aos municípios.
 
Acreditamos que o pedágio é uma bi-tributação, por que já pagamos a CIDE, imposto embutido no valor da gasolina, o IPVA, licenciamento de veículos entre outros. A grande discussão é que esses impostos não são aplicados como deveriam. Isso é uma questão de má gerenciamento por parte dos governantes.
 
Acreditamos que o melhor caminho para o Estado e o Brasil sair destes grande engodo é discutirmos formas de gestão pública, transporte coletivos de massas e logística e ajudar na melhoria da qualidade de vida da população, onde o pedágio não é o melhor caminho para isso.
 


Valdir Fernandes (Tafarel), é diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenador do Movimento Rodoanel Livre
Para falar com o autor do texto: valdirmkt@yahoo.com.br
Comentários dos Visitantes
1
É o que eu sempre digo, pagamos o ipva pra quê? se for assim, então que acabem com esse imposto, já que fundo nenhum é revertido para a conservação das vias. será que a empresa que irá obter a manutenção do rodoanel não é "parente" de alguém? tsc... abraços
Diego Ruiz
Jd. América
 
2
O psdb do covas é bem diferente desse psdb que esquece o passado, o covas deve estar se moendo de raiva, esse pessoal não tem nenhum compromisso com o povo e sim com setores dessa elite que odeia o lula e o pt, o nosso pedágio é o mais caro do país, talvez os tucanos queiram fazer o caixa 2 para as suas campanhas entregando as concessões para amigose parentes. vamos reagir ,movimento rodoanel livre já.
wilson antonio
parq. maraba
 
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