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22.03.2008
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Por Karina Nóbrega
Especial para o portal O Taboanense
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A Páscoa, a Vida e a Liberdade

A Páscoa, para os cristãos, é muito mais que a ressurreição de Jesus Cristo, significa a passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, essa época, portanto, celebra a existência de dois bens jurídicos básicos para a felicidade do ser humano: vida e liberdade.
 
A vida porque com ela estão os atributos que torna cada um capaz de pensar e escolher seu próprio caminho, a liberdade, porque, sem ela, apesar de se viver, não se existe.
 
Passados milênios, guerras e revoluções, a humanidade conseguiu chegar ao século XXI com a garantia, em quase todas as Constituições do mundo, de que todos os homens livres viverão com liberdade.
 
A realidade, todavia, desmente, não raro, as cartas políticas, as intenções e tratados internacionais.
 
Infelizmente, ainda há os cativos, condicionados a uma existência pífia pela ausência de educação, sem falar dos escravos da miséria e das doenças decorrente dela.
 
Impossível se esquecer daqueles que, educados e saudáveis, são escravos de governos tiranos, que tolhem a livre manifestação do pensamento e da expressão.
 
Esses, os tiranos, não merecem perdão, pois, ainda que tenham seus méritos no campo social, são verdugos da liberdade e assemelham-se a tudo aquilo contra o qual lutam.
 
Não se pode deixar de mencionar, também, o fato de que, cada indivíduo, pessoalmente, em sua vida cotidiana, pode transformar-se em seu próprio carrasco, quando se sujeita a mediocridade de uma vida sem amor, a um trabalho que não lhe traz alegria ou à vontade de quem não o respeita. 
Nesse caso, porém, nem tudo é perdido, ainda há coragem, que traz a força para resgatar o que foi tomado pelo caminho.
 
Mesma coragem, apesar do desalento de anos em cativeiro, ainda socorre Ingrid Betancourt, refém da guerrilha colombiana, que, já sem força, sem dignidade, sem existência, clama para que se aproveite cada minuto de liberdade.

 

Ingrid representa, hoje, o que a Páscoa veio simbolizar: Liberdade. Esse atributo de quem é livre, que ninguém consegue explicar, mas que todos entendem o que é.

Comentários dos Visitantes
1
Achei muito bonito a comparação que ingrid betancourt representa o que a páscoa simboliza, a liberdade. por outro lado as farcs representam judas: uma traição ao que espírito humano tem de melhor
Marcelo Paes
Morumbi
 
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