Conheça a história de Professor Almério, fundados da Instituição Asas Brancas
Almério Lima Leite nasceu no dia 12 de maio de 1910, em Aracaju, Sergipe. Sua vida foi marcada por diversas realizações, todas elas voltadas para o ser humano. Querido por todos, fundou a Instituição Asas Brancas, um ícone em Taboão da Serra que cuidou de centenas de crianças desde a sua criação. Almério morreu no dia 20 de dezembro de 2008.
Estudou no Instituto Baiano de Ensino, onde adquiriu uma educação rígida e exemplar. Nos anos 20 mudou-se para o Rio de Janeiro. Sua vida nunca mais seria a mesma após ter entrado para a Aviação Militar, pertencente ao exército. Estudou junto da Missão Militar Francesa, onde aprendeu a pilotar aviões e tomou conhecimento do idioma francês.
Em 1940, Almério e vários colegas fundaram a Navegação Aérea Brasileira, empresa comercial. Logo após deixou o Brasil para estudar na América. Realizou vários cursos técnicos e estagiou na maior companhia aérea da época, a American Air Lines, em Nova Iorque. Retornou a terra tupiniquim como superintendente das Aeróvias Brasil. Em 1948 fundou no Brasil a Escola Técnica Real, que formou vários pilotos e técnicos em aviação.
Sua vontade de aprender era infinita, voltou para os Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia, e realizou cursos na General Dynamic, onde integrou-se a equipe que trabalhava no desenvolvimento dos motores a jato e da aerodinâmica de alta velocidade, o que veio revolucionar a industria da aviação mundial. Trouxe todo seu conhecimento para o Brasil. Em 1960 organizou o departamento de ensino da VASP, onde permaneceu como diretor até 1974, quando se aposentou.
Quem acreditava que a aposentadoria iria diminuir a disposição de Almério estava redondamente enganado. Sentindo uma necessidade enorme de exercer com maior intensidade seu lado humanitário, ele e sua esposa assumiram com maior intensidade a direção do Instituição de Amparo a Crianças Asas Brancas, que havia sido fundada em janeiro de 1962.
Em 1964, a então prefeita, Laurita Ortega Mari, concedeu um terreno para a construção do conjunto de edifícios e a sede da entidade, onde hoje é a casa das meninas. 20 anos depois, o Lar Emanuel foi incorporado pela Instituição, que é o núcleo número dois, mais conhecido como a casa dos meninos. Lá foi construído centro profissionalizante com oficina mecânica e oficina gráfica. No ano de 2000, cerca de 300 crianças, adolescentes e jovens eram amparados pela Instituição.
Espiritualista, de gênio forte e muitas vezes polêmico, professor Almério cativava a todos com sua fala mansa e com seu enorme coração. De tantas e tantas palavras sábias que ele solta ao vento, algumas permanecem mais tempo na alma de quem o escuta. Professor Almério afirma que a vida é um espiral ascendente, “a melhor coisa que a gente pode dizer, é que não fomos omissos”, e omisso é a única coisa que ele não foi.
Professor Almério perdeu no final da década de 90 sua esposa, Dona Didi, sua companheira de todas as jornadas. Ele era pai de uma única filha, Marli.. Almério foi um dos taboanenses mais queridos da cidade, trabalhou incansavelmente pelo bem de crianças órfãs. Além de ser querido e admirado por todos, Professor Almério foi homenageado em diversas oportunidades pelo município. Além do Título de Cidadão Taboanense, recebeu também a medalha 19 de Fevereiro e a medalha Laurita Ortega Mari, em 2007.