Suspeito de estelionato e formação de quadrilha, candidato é considerado foragido da justiça desde o último dia 17
Policiais civis da Delegacia Seccional de Taboão da Serra, em operação realizada nesta quinta feira, (23), lacraram 13 postos de gasolina localizados em cidades da Grande São Paulo, que pertencem ao candidato a deputado federal pelo PSC, Claudinei Alves dos Santos, o Ney Santos, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
A operação, que envolveu dezenas de policiais, além da lacração, também coletou amostras de combustíveis para análises no Instituto de Criminalística (IC) e outros órgãos técnicos. Os postos estão localizados nas cidades de Taboão da Serra, São Bernardo do Campo, Cajamar, Jandira e Carapicuíba.
O advogado Francisco Assis Henrique Neto Rocha, que defende o candidato, diz não ter sido notificado das lacrações e, por isso, não estava acompanhando a operação. Para a defesa de Ney Santos, a coleta de amostras para comprovar que os postos vendiam combustível adulterado deveria ter sido feita antes de abertura de inquérito.
“Isso [coleta das amostras] deveria ter sido feito antes da abertura de inquérito. Primeiro você obtém as provas e depois faz as acusações. Mas inverteram e agora estão correndo para ver se conseguem alguma prova. Não estou sabendo destas lacrações e não acompanhei nenhuma destas coletas”, afirma Rocha, questionando a validade da atuação da polícia.
Suspeito de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Ney Santos já responde a inquérito policial, instaurado pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra, por suspeita de estelionato, adulteração de combustível e formação de quadrilha.
Ney Santos é considerado foragido pela Justiça desde o último dia 17 de setembro, quando a justiça determinou a prisão temporária do candidato, que também é suspeito de compra de votos. De acordo com as investigações, eleitores seriam cadastrados no comitê de campanha em troca de combustível.
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