Região sudoeste pode receber investimentos para a Copa
Os municípios de Taboão, Embu, Itapecerica, Embu-Guaçu, Juquitiba e São Lourenço, que formam a região sudoeste da Grande São Paulo, estão sendo alvo de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, para retratar a estrutura física da região. O estudo Presença do Estado no Brasil: Federação, Suas Unidades e Municipalidades é realizado em todos os municípios brasileiros, desde o final do ano passado.
Segundo apuração, a intenção do governo federal é ter acesso a dados das cidades, sobretudo da capacidade de consumo, para alavancar investimentos do PAC e da iniciativa privada, visando melhor infraestrutura para a Copa do Mundo de 2016. Além da agenda positiva em torno dos investimentos, o governo federal quer ter acesso a dados para promover mudanças nas áreas de previdência e assistência social, saúde, educação, trabalho, economia, segurança pública e cultura.
Um levantamento prévio do Ipea, divulgado no início de janeiro, cerca de três mil municípios no Brasil ainda não possuem agências de bancos públicos federais. 80 cidades não possuem escolas municipais. E dois municípios sem a presença do Sistema Único de Saúde (SUS). Em recente entrevista à Gazeta, os prefeitos da região revelaram que a partir de 2010 as cidades devem receber investimentos audaciosos do governo federal. Embu, por exemplo, pode ser indicada para receber a unidade da Universidade Federal.
Na área de investimento privado, o sudoeste paulista, que tem população estimada em 1 milhão de pessoas, não está descartado da possibilidade de receber novos empreendimentos imobiliários e melhorias no transporte público para alocar parte do público estrangeiro que deve ser ampliado durante a Copa. O documento também mostra um raio X da incidência de aparelhos e serviços, de diferentes esferas de governo, como parte essencial de dados e indicadores, levando em consideração o PIB, a renda per capita, a população e área territorial.
Falta investimento
Mesmo com localização privilegiada e com um forte apelo industrial para impulsionar o crescimento e sua participação produtiva no PIB estadual, a região sudoeste ainda sofre com a falta de investimentos públicos. Na área da saúde, por exemplo, dois hospitais estaduais tentam dar conta do atendimento de seis municípios. Na educação, a falta de capacitação profissional e o baixo índice de aproveitamento escolar tem sido primordial para o aumento do desemprego entre a população jovem e de baixa renda. No transporte público, há falta de linhas de ônibus e meios mais eficientes, como o Metrô.