O governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Taboão da Serra e o governo federal, vai destinar R$ 7 milhões para o programa de reurbanização e infraestrutura de moradias no bairro denominado Osvaldinho, no Jd. Salete, região sul da cidade. O anúncio foi feito pelo prefeito Evilásio Farias (PSB), na manhã desta quinta-feira, 17, e vai beneficiar cerca de 1500 famílias que reside numa área de 185 mil metros quadrados. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o valor já foi empenhado pela Secretaria Estadual de Habitação.
Como o bairro é formado, em sua totalidade, por residências construídas de forma precária e com documentação irregular, a prefeitura teve que regularizar a documentação dos imóveis, garantindo o título de posse para os proprietários. A partir daí, o bairro passou para legalidade, podendo receber investimentos do Estado e da União. O novo bairro, que ganhará o nome de Ponte Alta ou Novo Record, já passa por intervenções da Eletropaulo (iluminação pública) e Sabesp (saneamento). As obras de infraestrutura (asfalto, criação de ruas, calçadas, galerias) começam após a conclusão de um processo licitatório em andamento na prefeitura.
A luta do prefeito Evilasio para regularização da área do Osvaldinho e demais bairros que possuem residências construídas de forma irregular é muito antiga. Desde que foi vereador e presidente da Câmara, já defendia a região, apresentando projetos para tirar da clandestinidade as residências e oferecer dignidade para as pessoas. O primeiro round dessa luta começou com o projeto de regularização fundiária, que vai fornecer o título de propriedade do imóvel para cerca de 20 mil pessoas até o final de 2012.
Recentemente, um programa habitacional, em parceria com a iniciativa privada, contemplou mais de 200 funcionários públicos com a aquisição da casa própria. A prefeitura ofereceu condições para que a situação de vulnerabilidade de milhares de famílias fosse sanada. Mas uma coisa é fato: diante de tantos avanços, o prefeito Evilasio precisa acompanhar de perto essas licitações e expedientes que dependem da vontade de pessoas, que diga-se de passagem pouco conhecem ou se importam com a realidade dessas famílias, para garantir rapidez no recebimento do repasse e garantir o sonho de milhares de pessoas.
Caso contrário, o governo amargará mais um atraso, em detrimento de interesses e picuinhas que estão aquém do bem coletivo e que contribuem para atrasar a vida das pessoas. Caberá ao prefeito, “marcação cerrada” no expediente da Secretaria de Administração, responsável pelas licitações do governo, pois senão, mais uma vez, essas áreas e tantas outras que aguardam pela “burrocracia” burguesa, cairão no esquecimento, travando o desenvolvimento da cidade.
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