Durante entrevista concedida ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, que foi ao ar na última segunda-feira, 16, o secretário de Manutenção da Prefeitura de Taboão da Serra, Carlos Eduardo Toledo, garantiu que, em até 15 dias, o piscinão Portuguesinha e parte do córrego Poá, nos bairros Jd. Três Marias e Mirna, estarão limpos.
A promessa foi feita após reportagem do jornalista Rafael Bastos, que mostrou o drama das famílias vítimas das enchentes que caíram na cidade no mês de outubro. Além do pedido de limpeza, a principal reivindicação dos moradores é quanto à isenção de pagamento de IPTU para quem mora em áreas de risco, como os exibidos na reportagem. De acordo com a lei complementar municipal 33/97, estão isentos de pagamento do tributo os moradores de imóveis atingidos, em sua parte interna, por inundações provocadas por preciptações pluviométricas. Ou melhor dizendo, vítimas de enchentes.
Toledo disse que está acompanhando o caso de perto e a prefeitura está se esforçando para regularizar a situação. "Nós temos uma proposta para resolver o problema", resumiu o secretário. Taboão deve receber, nos próximos anos, um repasse do governo federal na ordem de R$ 100 milhões para canalização de córregos e melhoria na infraestrutura urbana. Até o momento,já foram canalizados os córregos Ponte Alta, no Jd. Maria Helena, e parte do Poá, no bairro do Intercap. Além disso, a prefeitura mantém um programa de recuperação das margens de córregos, construindo parques lineares.
O problema das enchentes em Taboão da Serra é histórico. Entra e sai prefeito e, a cada chuva, um problema diferente. Esta última de outubro "choveu em duas horas o que estava previsto para chover em dois meses", assim resumiu o coordenador da Defesa Civil, Carlos Senna. Todos nós sabemos que chuva é um fator natural, mas não podemos ignorar, também, o fato de que os piscinões se encontram numa situação pouco confortável para o armazenamento das águas da chuva. Recentemente, uma reportagem escrita por mim para o jornal Gazeta SP mostrou o excesso de lixo, vegetação, animais nesses locais e os riscos de enchentes, principalmente nesta época do ano. Cabe agora, a prefeitura dar andamento no programa de limpeza e recuperação de córregos e piscinões e pressionar o governo do Estado para que também faça sua parte. Quanto à população, é preciso parar de jogar lixo na rua e respeitar mais o meio ambiente. Só assim, podemos começar a discutir o fim das enchentes não só em Taboão, mas no mundo todo.
Confira outros post deste blog