Nos dias 11 e 12 de novembro os prefeitos e vice-prefeitos dos seis municípios (Taboão, Embu, Itapecerica, Embu-Guaçu São Lourenço e Juquitiba) da região sudoeste da Grande São Paulo, se juntam para a edição da Marcha Paulista em Defesa dos Municípios. Este ano, o encontro acontecerá na Assembleia Legislativa de São Paulo e terá como objetivo reunir os prefeitos paulistas para pressionar o governo do Estado por maior participação no bolo orçamentário dos municípios.
O argumento utilizado pelas autoridades será que as cidades estão "bancando", com recursos próprios, programas e autarquias do Estado e não estão sendo recompensados à altura com repasses nas áreas de educação, saúde, segurança pública e tributação. Ou seja, as prefeituras pagam, por exemplo, despesas com delegacias, compram remédios de alta complexidade, perdem vagas de internação e consultas nos Hospitais Geral do Pirajuçara (HGP) e de Itapecerica da Serra (HGIS), porém na hora de serem contempladas com repasses são excluídas.
O movimento é legítimo e tem adesão da maioria dos prefeitos. Mas uma coisa que precisa ficar bastante explícita é que a Marcha é exclusivamente para reivindicação de melhorias para os municípios. Caso o movimento seja usado para garantir e costurar alianças para o palanque eleitoral em 2010 perderá força e, mais uma vez, os debates não avançarão. É preciso responsabilidade e ousadia nas negociações, pois é o futuro de cerca de 1 milhão de habitantes que está em jogo.
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