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Junho
de 2007

DA REDAÇÃO DO O TABOANENSE

POR SANDRA PEREIRA

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Morre, aos 85, o jornalista e historiador de Taboão da
Serra Waldemar Gonçalves
O jornalista e escritor taboanense Waldemar Gonçalves, 85 anos,
morreu às 13h desta quarta-feira, dia 27, após sofrer
uma parada cardiaca no hospital São Luiz, onde estava internado
desde a semana passada. Considerado o maior defensor da memória
da cidade, ele sofria de Alzheimer e estava com a saúde
debilitada.
O velório
aconteceu durante a madrugada desta quinta-feira e seu corpo foi
velado no plenário da Câmara Municipal. O enterro
está previsto para acontecer às 9h no cemitério
da saudade.
Waldemar
Gonçalves escreveu dois livros relatando a história do
município de forma humana, valorizando sempre os depoimentos das
pessoas que entrevistava. O jornalista conseguia unir informação
e emoção com total harmonia.
| O
jornalista é considerado baluarte da luta pela preservação
da memória da cidade, um verdadeiro um ícone taboanense. Ele
viveu intensamente e se dedicou como poucos a tarefa de manter
viva e preservada a história da nossa cidade. Graças a isso,
pode-se dizer que ele recebeu em vida todas as honrarias que
a cidade poderia lhe conferir. Recentemente, foi agraciado
pela Câmara Municipal de Taboão da Serra com o diploma de
Mérito Cívico, e pela Sociedade de Estudos de Problemas Brasileiros,
com medalha e diploma da ordem das Bandeiras no grau de comendador.
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Foto:
Arquivo do Portal O Taboanense
O
jornalista Waldemar Gonçalves
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As homenagens
se deram pelos serviços prestados a comunidade. Além disso, Waldemar
recebeu também o título de cidadão taboanense e a medalha 19 de
fevereiro, as duas maiores honrarias da cidade. A estreita ligação
do jornalista com a cidade começou desde o início do movimento
que culminou na emancipação de Taboão da Serra.
Ele foi
uma das pessoas que ajudou na confecção da bandeira e do hino
da cidade. Ele mesmo fazia questão de se denominar testemunha
ocular das transformações do Taboão.
Waldemar
nasceu no dia 1º de fevereiro de 1922, filho de imigrantes espanhóis.
Veio morar na região com cinco anos de idade. Estudou na escola
dos japoneses, no bairro do Itaim, onde hoje funciona a Polícia
Federal da Raposo Tavares. Completou o ginasial em Pinheiros,
onde aprendeu a profissão de alfaiate, e logo depois, passou a
exercer a função de modelista industrial de roupas.
Formado
em administração de empresas, Waldemar também é técnico em racionalização
do trabalho, têm experiência em cursos de inspetoria de segurança
do trabalho e da saúde. Em 1956 aconteceria a grande virada de
sua vida, ingressando na área de jornalismo, Waldemar foi um verdadeiro
defensor da liberdade de expressão.
Começou
sua carreira jornalística, trabalhando no jornal O Estado de São
Paulo, como correspondente da área do Vale do Ribeira. Dedicando-se
mais ao município, começou a trabalhar em vários jornais da cidade
(Gazeta do Taboão, Correio de Notícias, Correio de Bairros).
Mais tarde,
sentindo a necessidade de um veículo de comunicação num bairro
que crescia assustadoramente, Waldemar montou seu próprio jornal
em 1978, "O Pirajuçara", que durante 15 anos foi um dos mais importantes
jornais da cidade. Extinto em 1993, o periódico deixou uma lacuna
aberta na imprensa.

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