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Junho
de 2007

ESPECIAL PARA O PORTAL O TABOANENSE

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Maioria das adolescentes grávidas tem parceiro adulto
A maioria das mães adolescentes paulistas engravida de homens
adultos. É o que aponta estudo inédito da Secretaria de Estado
da Saúde, produzido com 378 mães de 13 a 20 anos de idade e seus
parceiros, em quase 10 anos, no período entre agosto de 1997 e
fevereiro de 2007.
Segundo
o levantamento, em 64,2% dos casos de gravidez precoce os pais
são maiores de 21 anos_ 59,7% têm entre 21 e 30 anos e outros
4,5% possuem de 31 a 48 anos. Os jovens de 18 a 20 anos representaram
28,8% do total, e os de 15 a 17 anos, 6,9%. A idade média das
mães adolescentes foi de 17,6 anos, enquanto a dos parceiros ficou
em 22,4.
O estudo
também revelou que 85,5% das adolescentes não tinham desejo de
ficarem grávidas. Entretanto, ao engravidar, só 15% usavam camisinha.
Outras 19,2% tomavam anticoncepcional oral, 2,3% usavam anticoncepcional
injetável e 0,8% fazia uso de DIU.
"O sentimento
de insegurança em relação aos parceiros e a vulnerabilidade emocional
foram os principais fatores que levaram essas adolescentes a engravidar,
pois a maioria possuía conhecimento e informação sobre métodos
anticoncepcionais", afirma a coordenadora do programa de Saúde
do Adolescente da Secretaria, Albertina Duarte Takiuti.
Do total
de casais avaliados no estudo, 69,5% passaram a viver consensualmente
após a adolescente ficar grávida. Destes, 62% recebiam ajuda financeira
de parentes (79%) da família da mãe.
A gravidez
na adolescência está em queda no Estado de São Paulo. Em 2005
houve 105.003 mulheres menores de 20 anos grávidas, o que representa
queda de 29% em relação a 1998, quando foram registrados 148.019
casos.
A redução
de casos de gravidez na adolescência tem acontecido em todos os
anos. Em 1999 foram 144.362 casos. Em 2000 foram 136.042. Já em
2001 houve 123.714. Em 2002, 116.368. Em 2003 foram 108.945 e,
em 2004 106.737.
Desde
1996 a Secretaria adotou um modelo de atendimento integral à adolescente,
que contempla o aspecto físico, psicológico e social, e que começou
a mostrar resultados dois anos depois. Os resultados já aconteceram
em 1998 por isso a Secretaria utiliza o ano como comparação. Além
de informação e orientação, o trabalho busca identificar as emoções,
medos e dúvidas dos adolescentes sobre afetividade, relacionamentos
e sexo seguro. Rotineiramente a Secretaria organiza palestras
e cursos a profissionais médicos que cuidam de adolescentes por
todo o Estado.
Na capital
as adolescentes desde o início da década de 90 um serviço especializado,
considerado um dos melhores do Brasil. A Casa do Adolescente oferece
profissionais de diversas áreas, entre médicos, dentistas, fonoaudiólogos,
assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos e professores, todos
especializados em orientação sexual a jovens. Também há cursos
de inglês e espanhol, aulas de dança, cursos de culinária, de
artesanato e terapias em grupo.
O sucesso
do trabalho levou a Secretaria ampliar o projeto da Casa do Adolescente.
Desde 2005 a Secretaria tem ampliado o projeto de sucesso. Hoje
são 11 unidades na capital, Grande São Paulo e litoral do Estado.
"Observando
os dados percebemos que as campanhas informativas sobre a necessidade
do uso de anticoncepcionais eram importantes, mas não garantiam
proteção. A insegurança, a baixa auto-estima, principalmente das
meninas, e falta de um projeto pessoal eram fatores determinantes
na vulnerabilidade do adolescente. São Paulo percebeu isso, diz
Albertina".

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