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Agosto
de 2006

DA
REDAÇÃO DO O TABOANENSE

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Secretário dos Transportes Metropolitanos apresenta detalhes da
Linha 4 do Metrô
O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes,
apresentou ontem, (18/08), detalhes da Parceria Público Privada
(PPP) da Linha 4 do Metrô ao Conselho Superior de Infra-estrutura
da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Na Parceria
Público Privada, o Estado investirá na implantação dos 12,8 quilômetros
de túneis e via permanente, estações Butantã, Pinheiros, Faria
Lima, Paulista, República e Luz; na estrutura das estações intermediárias
Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis e pátio de manutenção
Vila Sônia.
Em contrapartida,
o consórcio vencedor da licitação será responsável pelos trens,
sistema de sinalização, controle do pátio, controle operacional,
supervisão centralizada e comunicação móvel de voz e dados.
Foto:
Daniel Guimarães | Divulgação
Túnel
da Linha 4-Amarela está sendo escavado em rocha
O total
de investimentos estimados é 1,26 bilhão de dólares, 920 milhões
do governo do Estado e 340 do concessionário, que terá garantia
do cumprimento do prazo de entrega das obras. O Estado também
terá garantia do consórcio vencedor do prazo de início da operação
comercial.
Jurandir
afirmou que será criado um agente regulador para fiscalizar as
relações contratuais com o concessionário. "Até a criação desse
órgão, uma comissão, formada com técnicos do Metrô e da EMTU (Empresa
Metropolitana de Transportes Urbanos), será responsável pela fiscalização",
disse.
Linha
4 - Amarela (V. Sônia - Luz)
A Linha
4 - Amarela é a Primeira Parceria Público Privada (PPP) do Brasil.
Os 12,8 quilômetros de extensão da linha, que ligará a Vila Sônia
a Luz, serão implantada em duas fases.
A primeira,
cujas obras começaram em agosto de 2004 e têm previsão de término
para dezembro de 2008, prevê a construção de todo o trecho de
linha e de seis estações consideradas prioritárias (Butantã, Pinheiros,
Faria Lima, Paulista, República e Luz).
A previsão
é de que na primeira etapa a Linha 4 transporte cerca de 704 mil
passageiros/dia.
Na segunda
fase serão construídas mais cinco estações (Vila Sônia, Morumbi,
Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis) e devem ser entregues
em 2012.
Está prevista
também a interligação do Metrô com o município de Taboão da Serra,
na região metropolitana de São Paulo, por meio de sistema de ônibus
gratuito, quando então a demanda da linha deverá chegar aos 970
mil passageiros/dia.
Consórcio
Vencedor
No último
dia 09, o Consórcio MetroQuatro foi escolhido, em sessão pública
na sala de licitações do Metrô, como melhor classificado na Concorrência
Internacional nº 42325212, que trata da concessão patrocinada
para a exploração dos serviços de transporte de passageiros da
Linha 4-Amarela.
O recebimento
dos envelopes, análise e seleção da melhor proposta foi autorizado
por decisão da 3ª Câmara do Direito Público do Tribunal de Justiça
de São Paulo, publicado no Diário Oficial.
O consórcio
formado pela CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias, Montgomery
Participações S.A., Benito Roggio Transportes S.A. (concessionário
do Metrô de Buenos Aires) e RATP Développement S.A (Metrô de Paris)
apresentou a melhor proposta comercial, de R$ 75 milhões, que
representa menor participação pecuniária do Governo do Estado
de São Paulo, que estava limitada ao máximo de R$ 120 milhões.
A licitação
contou com a participação de mais um proponente, o Consórcio IntegraVias,
que apresentou uma proposta de R$ 95 milhões.
O novo
parceiro do Metrô irá operar e explorar a Linha 4 por um período
de 30 anos, a partir do início da operação da Fase I e será responsável
pela compra dos sistemas operacionais e de 29 trens que circularão
na linha. Atenderá os padrões de excelência dos serviços prestados
pelo Metrô paulistano.
Segundo
Jurandir Fernandes, a tarifa da nova linha será a mesma praticada
nas demais linhas do sistema metroviário de São Paulo.
Jurandir
informou ainda que a documentação do consórcio vencedor foi analisada
e ele está qualificado. O Metrô aguarda agora o julgamento de
mérito de recurso jurídico para a assinatura do contrato. Ele
lembrou que, mesmo depois do julgamento do mérito, o contrato
não será assinado imediatamente. "O consórcio tem que se cadastrar
na Junta Comercial para, logo em seguida, tornar-se uma Sociedade
de Propósito Efetivo. Com isso, se qualifica para operar a Linha
4", acrescentou.
O secretário
ressaltou que foi feito um estudo sobre a demanda da nova linha
e caso a previsão não se materialize haverá garantias para os
dois lados. "Até 10% a mais do previsto ou 10% a menos não haverá
proteção, mas se a demanda ficar entre 10% e 20% do previsto,
o Estado cobre 60% do prejuízo. Em compensação, se ocorrer o contrário
o concessionário terá que repassar igual valor aos cofres públicos".
Também
participaram do evento, realizado na Fiesp, o ministro da Integração
Nacional, Pedro Brito do Nascimento e o secretário estadual de
Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, Mauro Arce.

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